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17 abril 2013

Pol Pot (1925-1998)



O ditador genocida que, entre 1975 e 1979, organizou e ordenou a morte de mais de 1 milhão de cambojanos.
Com o nome de batismo de Saloth Sar (ele só adota seu nome famoso em 1963), Pot nasce em um vilarejo na província de Kompong Thong, no Cambojá, que na época era protetorado francês. Criado sob a influencia de uma família próspera, é considerado um garoto amável e sociável.
Quando garoto, estuda em um mosteiro budista e em escolas católicas antes de receber uma bolsa em 1949 para cursar eletrônica numa universidade de Paris. Após perde-la em 1953, retorna para o Camboja e começa sua escalada política dentro do Partido Comunista Khmer, tornando-se secretário geral  em 1962.
Oposto ao governo e temendo ser caçado pela polícia secreta do país, Pot foge para a selva com seus seguidores e é influenciado pelas Khmers, tribos locais das montanhas autossuficientes e começa a organizar o que irá virar seu exército, o Khmer Vermelho.
Em 1975, de volta ao cargo de secretário–geral, Pot assume a liderança do país quando seu partido sobe ao poder. Esvazia as cidades, abole propriedades particulares e inicia a criação de uma utopia agrária. Seu regime também persegue intelectuais – algumas pessoas eram presas só por usar óculos.
Famílias são separadas e enviadas a fazendas coletivas do interior do país. Membros do governo deposto, professores, lideres religiosos e outros são identificados, caçados e mortos. As fazendas se tornam campos de trabalhos forçados, onde mais de 1,5 milhões de pessoas morre por inanição, doenças e execuções.
Mais de 20 centros de detenção são criados. No maior, o S-21, na cidade “elemento antipartido”, incluindo crianças e mulheres, torturados e executados entre 1975 e 1978. De todos os detidos nesse centro, apenas sete saem com vida.
Em 1979, o Vietnã invade o Camboja e derruba o regime. O ditador volta para suas bases militares na selva e suas atrocidades são divulgadas. O Khmer Vermelho o tira do cargo de liderança em 1980 e, em 1997, após um combate politico entre seus antigos aliados. Pot é detido por traição e sentenciado à prisão domiciliar perpétua.
Pol Pot faleceu por complicações cardíacas em sua casa em 15 de abril de 1998.
Fonte: Livro Pol Pot – Revista Mundo Estranho

31 dezembro 2012

Mata Hari (1876-1917)



Amante de homens poderosos, a  dançarina holandesa pode ter sido executada injustamente como espiã.
Mata Hari, nasceu como Margaretha Zelle, em Leeuwarden, na Holanda, em uma família muito rica. A fortuna, porém, acabou em 1889, quando ela tinha 13 anos. Sua mãe morreu em 1891 e eu pai virou alcoólatra. Aos 18 anos, casou com um capitão do Exército e mudou para a Indonésia.
Devido ao prestígio do marido, ela se tornou figurinha fácil nas colunas sociais locais, aparecendo ao lado de políticos e diplomatas. Mas, insatisfeita com as traições do capitão, encerrou o casamento e passou a estudar os costumes e a dança dos indonésios.
Já com o nome artístico Mata Hari (“olho do dia” ou “sol”, em Indonésio), mudou-se para Paris em 1903. Dois anos depois, já tinha fama como dançarina exótica. Tornou-se cortesã (prostituta de luxo) e aprendeu a usar a sensualidade para controlar amantes importantes, como militares e industriais.
Muitas viagens, presentes e contatos poderosos consolidaram o prestígio de Mata, respeitada como uma artista boemia de espírito livre. Mas a 1ª Guerra Mundial muda os valores sociais, e o que era interpretado como sensualidade e talento começa a ser visto como promiscuidade.
Como ela transitava por círculos influentes, Mata foi interrogada pela agencia britânica MI5 e admitiu trabalhar para a inteligência francesa. Em 1917, os franceses interceptaram uma mensagem alemã via rádio, que citava um agente duplo com o codinome H-21.
Agentes da França conseguiram “decodificar” a mensagem e, usando os registros do interrogatório da MI5, concluíram que Mata Hari era o agente H-21. Mas hoje os historiadores suspeitam que a mensagem era falsa, criada especialmente para incriminar a dançarina.
Em 13 de fevereiro de 1917, ela foi presa pela polícia em seu quarto no hotel Elyssee Palace, em Paris. A cortesã foi acusada de ser uma espiã alemã, responsável indireta pela morte de milhares de soldados ingleses e franceses durante a 1ª Guerra Mundial.
Alegando inocência, mas sem o apoio de nenhuma testemunha. Mata Hari foi julgada e condenada à morte por fuzilamento. Morreu em 15 de fevereiro de 1917.
Fonte: Livro Femme Fatale e Mundo Estranho.

11 outubro 2012

Shoko Asahara



Fanático religioso que vitimou dezenas de pessoas em um atentado terrorista no metrô de Tóquio em 1995.
Fruto de uma família pobre que fabricava tatames na cidade de Kumamoto, Asahara nasceu em de março de 1955 com glaucoma. Ele tinha visão parcial no olho direito e cegueira total no esquerdo.
Foi em uma escola para cegos que ele se formou em acupuntura e medicina chinesa, em 1977. Em 1984, Asahara começou a peregrinar pela India e passou a se considerar iluminado. Seus seminários sobre ioga em diversas cidades do Japão se tornariam a base de sua futura seita, que também misturava elementos budistas e hindus e citações do livro do Apocalipse, da Biblia cristã. A seita batizada de Aum Shinrikyo (“A verdade Suprema”, em japonês), chegou a mais 20 mil membros em meados dos anos 90. Em 1995, seu faturamento foi de US$1,5 bilhão, obtido por meio de negócios ligados ao culto e de doações dos fieis – alguns deles da alta sociedade.
No dia 20 de março de 1995, cinco integrantes da seita entraram no metrô de Toquio e usaram guarda-chuvas com lâminas na ponta para furar sacos plásticos que continham gás sarin em forma liquida. Um dos supostos motivos do atentado era desestabilizar o governo japonês. A seita tinha um laboratório nos arredores da capital para pesquisar armas químicas e biológicas, como toxinas botulínicas, antraz e cólera. Nos 40 minutos em que circulou pelo metrô, o gás sarin causou sangramentos nasais, dificuldades respiratórias, convulsões e coma.
Doze pessoas morreram e estima-se que houve entre 3,8 mil e 6 mil feridos. As principais consequências para os sobreviventes foram a perda de memória em curto prazo, dificuldades na visão e tremores, além de problemas de sono e transtornos de estresse pós-traumatico.
Depois de intensa investigação evidencias apontaram o culto como responsável. Uma semana após os ataques Asahara foi preso em um refúgio da seita no monte Fuji. Mais de 200 pessoas associadas ao ataque foram detidas – parte delas ainda aguarda condenação. Em fevereiro de 2004, Asahara foi condenado à forca, está preso, aguardando a execução – que só pode ocorrer após a condenação dos outros envolvidos.
Fonte: sites BBC e Wire

GESTAPO



O nome é uma abreviação de Geheime Staatspolizei (Polícia Secreta do Estado), organização que investigava, torturava e prendia opositores ao regime nazista (Reich) da Alemanha, entre 1933 e 1945. A atuação da Gestapo era baseada no Decreto para a Proteção do Povo e do Estado, assinado em 1933 pelo então presidente alemão, Paul Von Hindenburg, após um atentado de incêndio conta o Parlamento alemão. Sob o pretexto de defender o país contra atos violentos (supostamente causados por comunistas) o texto restringia direitos civis, como a liberdade de expressão e a de imprensa. Assim,  sob a proteção legal, agentes secretos podiam agir como bem entendessem. Eles não precisavam de mandados judiciais para interrogar, aprisionar e até enviar políticos do Reich para campos de concentração, sob o controle de outra organização nazista, a SS (sigla alemã para Tropa de Proteção).
Assim, com a colaboração de civis e tortura eram usadas para intimidar e punir a população alemã nas 2ª Grande Guerra Mundial, descritas assim:
FOFOCA MALDOSA – “a principal fonte de informações para a Gestapo eram denuncias de cidadãos  sobre vizinhos e familiares”, explica o historiador Robert Gellately, da Universidade do Estado da Flórida, EUA. A rede era tão ampla que com apenas 32 mil oficiais, a Gestapo ficava de olho em cerca de 70 milhões de alemães. 
INFILTRADOS – além de montar escutas telefônicas e violar correspondências de suspeitos, os agentes se infiltravam em organizações com potencial para agregar inimigos di Reich. Vestidos à paisana, eles frequentavam reuniões de igrejas, do Partido Comunista e até se disfarçavam de operários em fábricas. 
ACIMA DA LEI – O regime nazista conseguiu instaurar uma paranoia anticomunista que justificou a criação de leis e decretos       eu davam poder ilimitado à policia, além de restringir liberdades individuais. A Gestapo podia, portanto, espionar comunicações privadas e manter suspeitos sob prisão preventiva sem acusação formal.
OS PERSEGUIDOS – A investigação era direcionada para grupos sociais específicos. Em geral, a Gestapo perseguia pessoas que já eram malvistas, temidas ou odiadas. Isso aumentou a popularidade da organização entre os “cidadãos de bem”. Os principais alvos eram comunistas, judeus, alguns padres e trabalhadores estrangeiros.
SENTENÇA DE MORTE – Quando interrogados os suspeitos não revelavam dados relevantes, os agentes apelavam para vários métodos de tortura, como afogamento, choques, espancamento e queimaduras. A Gestapo também tinha carta branca para enviar os suspeitos de serem inimigos do nazismo para os campos de concentração.
ALÉM DA FRONTEIRA – a influencia da policia secreta crescia conforme a Alemanha avançava sobre outros territórios. Prova disso, é que Reinhard Heydrich, um dos lideres pioneiros da Gestapo e arquiteto do Holocausto, foi presidente da Interpol (Organização Internacional de Policia Criminal) entre os anos de 1940 e 1942.
Fonte: Aventuras na História e Mundo Estranho.

24 setembro 2012

A pronúncia do réu


Vistos estes autos de sumário crime por denúncia do M. Público contra Dilermando Cândido de Assis, como incurso no art. 294 § 2° do Código Penal:
Na denúncia de fls. 2 alega o Dr. Adjunto dos Promotores perante a 13 Pretoria que na manhã de 15 de agosto do corrente ano de 1909, na casa n° 214 da Estrada Real de Santa Cruz, residência do denunciado, este armado de um revólver, disparou-o contra o Dr. Euclides da Cunha, fazendo-lhe, na região infraclavicular direita, o ferimento descrito no auto de autópsia de fls. 39, que lesou o pulmão direito do ofendido, produzindo-lhe a morte imediata.
Em nessa ocasião não houvera agressão contra o denunciado por parte do ofendido; ao contrário, este, que estava desarmado e ferido, descera a escada e encaminhava-se para o portão do jardim, procurando sair, quando o denunciado que o espreitava e seguia, surgiu à soleira da porta da sala de visitas e matou-o pela forma acima descrita;
Procedeu-se a formação da culpa com a presença do denunciado que foi qualificado e interrogado, não oferecendo defesa alguma, opinando o M. Público pela pronúncia nos termos da denúncia.
Considerando que a perícia médico legal no cadáver da vítima atesta como causa mortis — hemorragia do pulmão direito, devida a ferimento por arma de fogo, atravessando de um lado a outro esse órgão. Que a prova dos autos faz certo ter sido o denunciado o autor dessa lesão corporal que, por sua natureza e sede, foi a causa eficiente da morte do ofendido;
Julgo procedente a denúncia para pronunciar, como pronuncio, Dilermando Cândido de Assis incurso no art. 294 § 2° comb. com o art. 295 do Código Penal. O Escrivão lavre o nome do réu no rol dos acusados e o recomende na prisão onde se acha. Custas afinal Rio, 27 de dezembro de 1909.
Antonio Marques da Costa Barbosa



03 julho 2012

Joseph Rao Kony



O lider africano que teve crimes contra a humanidade revelados ao mundo por um video viral na internet
Nasceu no vilarejo de Odek, norte de Uganda, cuja maioria da população é da etnia acholi. Filho de lavradores, Kony sempre apelava para a violencia na decisão de disputas com os irmãos. Foi coroinha na paróquia local e desde cedo teve ligações com a Igreja Católica.
Aos 15 anos, após a morte do irmão, virou lider espiritual de sua aldeia. Influencia pelo Movimento do Espírito Santo – grupo rebelde com nuances religiosas, formou uma unidade paramilitar em conjunto com outras organizações para atacar vilarejos que apoiavam o governo.
Aproveitando-se da fama de ter poderes espirituais começou  a ditar egras a seus seguidores. Defensor da poligamia e dos ensinamentos (ao pé da letra) da Biblia, Kony encontra justificativas distorcidas para suas ações e a manutenção de sua autoridade.
Em 1988, se juntou ao fundador do Exército Democrático de Uganda (outro grupo rebelde) e passou a usar taticas militares em seus ataques. Ao vencer pequenos confrontos contra tropas do governo, ganhou seguidores, principalmente no norte do país.
Com ajuda financeira e militar do Sudão (país vizinho de Uganda), Kony oficializou seu grupo rebelde, batizando-o de Exército de Resistencia do Senhor (na sigla em ingles, LRA). Seu objetivo era estabelecer um estado deocrático (governado por Deus) em Uganda.
O grosso das tropas de Kony era formado por soldados mirins, que eram capturados nas vilas atacadas, após terem os pais assassinados pelo LRA. Outra forma de recrutamento era doutrinar crianças que viviam em situação de extrema pobreza nos vilarejos ugandenses.
Em março de 2012, o documentario Kony 2012, produzido pela ONG Invisible Children sobre os abusos que Kony cometia com crianças, se tornou o maior video viral da história. Em apenas seis dias, a peça bombou nas redes sociais e foi visualizadas mais de 100 milhões de vezes.
Que fim levou? Condenado por crimes contra a humanidade pelo Tribunal Internacional de Haia e procurado pela Interpol, Kony está foragido. Há quem afirme que esteja morto.
Fonte: Danilo Cezar Cabral – Revista Mundo Estranho

23 setembro 2011

Começa na Bélgica julgamento de assassino serial que chocou o país


Começa nesta sexta-feira na cidade de Tongres, a 90 quilômetros de Bruxelas, o julgamento de um professor de segundo grau que chocou a Bélgica ao confessar o assassinato de três jovens e afirmar ser o autor de outras 15 mortes e uma série de estupros durante os últimos dez anos.
Ronald Janssen será levado a júri popular pelos assassinatos de sua vizinha, Shana Appeltans, de 18 anos, e o namorado dela, Kevin Paulus, de 20, cometidos em janeiro de 2010, e pelo assassinato de Annick Van Uytsel, de 18 anos, em 2007.
A ata de acusação inclui sequestro e estupro com tortura.
No entanto, quando foi detido pela morte de Appeltans e Paulus, duas semanas após o crime, o professor de desenho industrial afirmou ser um assassino em série e reivindicou um total de 15 assassinatos por motivos sexuais.
Os crimes, que ainda estão sendo investigados, teriam sido cometidos a partir de 1991 e as vítimas teriam entre 15 e 28 anos.
A polícia belga também acredita que ele seja o autor de pelo menos 20 estupros cometidos entre 2001 e 2010.
Comoção
As revelações de Janssen chocaram a sociedade belga e a imprensa local chegou a compará-lo a Marc Dutroux e Michel Fourniret, dois infames pedófilos e assassinos confessos, condenados à prisão perpétua por crimes cometidos durante vários anos na década de 90.
A diferença é que o professor, divorciado e pai de duas meninas de 8 e 11 anos, nunca levantou suspeitas em seu círculo de amigos, colegas ou alunos, e era considerado um profissional modelo.
O julgamento deverá durar quatro semanas e está sendo acompanhado em peso pela mídia local, apesar das tentativas de todos os envolvidos de manter o caso longe dos focos.
No início da semana as famílias das três vítimas enviaram uma carta conjunta à imprensa pedindo que os jornalistas não tentem entrevistá-las, nem nenhum dos envolvidos no processo.
'Queremos poder acompanhar os debates com toda a serenidade e administrar em silêncio esse novo sofrimento que nos aguarda', explicaram.
Ao mesmo tempo, a pedido de Janssen, o tribunal de Tongres proibiu que se faça qualquer imagem do acusado dentro ou fora da sala de audiências, incluindo desenhos forenses, e avisou que os meios que infringirem essa restrição poderão ser sancionados.
Nesta quinta-feira a Associação Geral de Jornalistas Profissionais da Bélgica protestou contra a decisão argumentando que 'em matérias importantes para a sociedade, como um julgamento por júri popular, o público tem o direito de ser informado, o que não se limita aos textos, mas inclui também imagens'.
A maioria dos jornais belgas preparou páginas especiais em seus websites para publicar em tempo real o que é falado na sala de audiências.
Fonte:  23/09/2011 - 08:35 | Fonte: BBCBrasil

12 setembro 2011

Ted “Unamomber” Kaczynski(1942-....)


Contrário à tecnologia e ao desenvolvimento não sustentável, este professor universitário de QI altíssimo virou terrorista ambiental e causou pânico nos EUA entre 1978 e 1995.
Filho de um casal de descendência polonesa, Theodore Kaczynski nasce em Chicago em maio de 1942. Kaczynski é um garoto recluso e vitima freqüente da  zoação de colegas por ser considerado estranho. Apesar do bullyng, torna-se aluno exemplar. De tão inteligente, até pula uma série do ensino básico.
Obcecado por matemática, ingressa em uma classe de lógica avançada e conclui o ensino médio com 15 anos. Em 1958, é aceito na Universidade de Harvard, onde integra estudos sobre estresses psicológicos. Especialistas acreditam que a experiência pode te-lo traumatizado e motivado futuras ações.
Em 1967, torna-se professor assistente na Universidade da California, mas a gagueira e o nervosismo o forçam a abandonar o cargo. E, 1973, muda para uma casa nas montanhas em Lincoln, estado de Montana. Estuda técnicas de sobrevivencia e inicia uma vida autossuficiente.
Perturbado pelo desmatamento em torno de sua propriedade, Ted começa pequenos atos e sabotagem. Em 1978, faz seu primeiro ataque, com uma bomba caseira, à Universidade Northwestern. E não mais para mais. Aterroriza linhas aéreas, faculdades e executivos de grandes empresas até 1995.
FBI e outras agencias batizam o caso de Unabom (fusão de “bombarbeio a universidades e linhas aéreas”, em inglês). Ted Usa só componentes ecologicamente corretos em suas cartas-bomba e até mascara explosivos para parecer pedaços de madeira. No total, mata três e fere outros 23.
Em 1995, o terrorista envia um manifesto com 35 mil palavras para os jornais The New York Times e Washington Post, justificando seus atos, É a pista que faltava; após uma extensa analise do documento e a eliminação de centenas de suspeitos, o BFI sai no encalço de Ted, com a ajuda de seu irmão, David.
David cede documentos e cartas escritos por Ted. Analise lingüísticas determinam que o autor é o mesmo do manifesto. O cruzamento de fatos de sua vida e dos ataques garante ao FBI um mandado de busca em sua casa, que rende evidencias suficientes para sua prisão, em 03 de abril de 1996.
Que fim levou? A defesa alega insanidade em vão e o Unabomber é condenado à prisão perpétua e uma prisão de segurança máxima no Colorado
Fonte: Danilo Cezar Cabral – Revista Mundo Estranho

22 agosto 2011

Maniaco do Parque – Francisco de Assis Pereira



            Movido por sangue, o maníaco do parque gostava de ver o terror no rosto das garotas antes de estuprar e matar.
            Nasceu em Guaraci, interior de São Paulo, perto de São José do Rio Preto, quando criança, teria sofrido abusos sexuais de uma tia. Já adulto, passou por experiências homossexuais forçadas com um de seus chefes.
            Simpático e com boa lábia, Francisco era um patinador habilidoso, participando de grupos e de campeonatos. Um colega de esporte feriu seu penis numa relação sexual. Isso causava dores no maníaco e ajudou a identificá-lo graças ao depoimento de vitima que conseguiu escapar.
            Francisco vivia lutando contra seu instinto predador e rezava um terço para conter seus impulsos. Ele dizia ter um lado negro que nem seus pais conheciam e que ficava excitado, malvado e carente (tudo de uma vez) quando relembrava o que tinha feito em seus assassinatos.
            O  cenário dos crimes, todos em 1998, era uma área de mata Atlântica da capital paulista: o parque do Estado. Francisco abordava as garotas convidando-as para fazer um ensaio fotográfico. Depois de humilhar, espancar e estuprar, estrangulava a vitima com um cadarço.
            Em julho de 1998, sete corpos são encontrados no Parque do Estado. A imprensa destaca o caso e vitimas que escaparam fazem contato com a polícia. Um retrato falado leva a investigação até uma empresa de motoboys, onde é encontrada a carteira de identidade de uma das vítimas.
            O cerco fecha e ele foge para Itaqui/RS, onde é reconhecido por um pescador. As mordidas nas vitimas, um indicador de que ele flertava com o canibalismo, serviram para moldar a arcada dentaria de Francisco e compará-la com imagens de seu sorriso num vídeo de patinação.
            Após 72 horas de interrogatório, confessa o assassinato de dez mulheres e pega 147 anos de prisão. Na cadeia, recebe cartas de admiradoras e se casa com uma senhora de 60 anos. Mas nem tudo são flores: Francisco foi ameaçado de morte pelo colega de pátio Pedrinho, o Matador.
            Virou protestante e foi dado por morto, por engano, numa rebelião em Taubaté, em 2009. Cumpre pena em Itai/Sp, numa penitenciária para criminosos sexuais.
Fonte: Danilo Cezar Cabral – Revista Mundo Estranho

10 julho 2011

Aleister Crowley (1875-1947)


O rebelde mago bissexual que chocou o mundo no início do século 20 trabalhou como escritor, compositor e até como espião.
Fruto de uma rica família britanica, Edward Alexander Crowley se rebela, após a morte do pai, contra o cristianismo. Ao iniciar estudos em magia negra, é apelidado de ”a Besta” pela mãe. Na universidade de Cambridge, muda o nome para Aleister e experimenta sexo com garotas e rapazes.
Ainda em Cambridge, Aliester passa a maior parte do tempo jogando xadrez e praticando alpinismo – participa da primeira equipe européia que tenta escalar o monte K2, na Ásia. Em 1896, seu interesse por assuntos mórbidos aumenta e o  faz abandonar os estudos para se dedicar ao misticismo.
Em 1904, viaja com a esposa, Rose, para o Egito. Aleister diz ter se encontrado com o espírito do deus egípcio Hórus e que a entidade o teria convocado para ser seu profeta. A experiência inspira Crowley a escrever o Livro da Lei, cujo único mandamento era “faz o que tu queres”.
Após viajar pelo mundo em busca de conhecimento, Crowley funda a Ordem Mágica A.A.(iniciais de “Estrela de Prata”, em latim). Um dos principais símbolos da seita era o hexagrama unicursal, usado para expressar confiança e capacidade do individuo em alcançar qualquer objetivo.
Em 1910, entrada sociedade secreta Ordo Templi Orientis, em que supostamente eram praticados rituais mágicos sexuais para criar novas gerações de ocultistas. Sua musa e companheira de ritual era a Garota Escarlate (Leila Waddell), que ajudou Aleister a escrever o Livro das Mentiras, em 1912.
Aleister teria sido espião da inteligência Britanica na 2ª Guerra Mundial. Em suas viagens, o mago usava sua notoriedade e suas conexões pessoais para coletar informações. Ian Fleming, o criador de James Bond, propôs que  Crowley se infiltrasse em agencias nazistas interessadas pelo ocultismo.
O legado de Aleister influenciou a musica e o cinema. Ozzy Osbourme compôs “Mr Crowley” e Jimmy Page, do Led Zeppelin, comprou a mansão e vários pertences do mago. O ator Sidney Blackmer construiu seu personagem satanista em  O bebe de Rosemary baseado no ocultista.
Crowley falece ao 72 anos. No dia seguinte, seu médico também morre. Jornais da época reportarm que Ceowley lançou uma maldição para cima do doutor.
Fonte: Danilo Cezar Cabral – Revista Mundo Estranho

25 abril 2011

Bonnie Parker e Clyde Barrow


Um casal de assaltantes carismaticos à La Robin Hood ou uma dupla de assassinos frios e gananciosos?
Ambos nascidos no Texas, Bonnie e Clyde cresceram em meio à pobreza da Grande Depressão. Revoltados, culpavam o governo pelas condições precárias da população. Muitas famílias se viam forçadas a migrar para trabalhos pesados – como o pai de Clyde, que aceitou emprego em uma plantação de algodão.
Envolvidos em vandalismos e pequenos furtos, Clyde começava a chamar a atenção da polícia no Natal de 1929, quando se une a um bando de arruaceiros. Conhece Bonnie ao visitar e tomar um café com a irmã acidentada de um de seus comparsas. Foi amor a primeira vista: desde então, passaram a se ver todos os dias.
Bonnie passa a dirigir os carros de fuga da gangue, mas Clyde está sozinho quando vai preso pela primeira vez, em 12 de janeiro de 1930., no Condado de Waco. Escapa da cadeia com um revolver 32 contrabandeado pela namorada, mas é detido de novo ao tentar roubar um trem. Um juiz o libera algumas semanas depois.
Ray Hamnilton e Ralph Fults se juntam ao casal e ajudam no roubo de uma loja. O alarme soa e, apesar dos bloqueios da polícia, a gangue escapa por pouco. Preocupado, Clyde envia Bonnie para outra cidade. Em 30 de abril de 1932, Hamilton mata acidentalmente um gerente de supermercado em outro assalto. Com Hamilton e Fulls capturados, os namorados recrutam um novo membro, W.D. Jones, de 16 anos. Mas, no Natal de 1932, o garoto fica nervoso ao tentar roubar um Ford cupê V-8 – mesmo com a chave na ignição, ele não consegue dar a partia. O dono do carro ataca e Clyde mata o sujeito.
A vida na estrada se torna comum. Em uma emboscada El Dallas, matam outro policial – já o terceiro. Além de roubar bairros, atacam um arsenal de armas militares, em janeiro de 1933. No Missouri, capturam e liberam um policial que os seguia. À imprensa, o tira diz que foi bem tratado e achou o casal simpático.
Em março, o imrão de Clyde, Buck e sua namorada, Blanche Caldwell, se unem a eles. Em uma longa  estada em Joplin, no Missouri, o quinteto é identificado e encurralado em uma casa. Consegue fugir abrindo caminho na base da metralhadora, mas a polícia acha fotos do casal tiradas com uma camara de caixa Kodak. Em acidente na estrada 203, rumo à cidade de Wellinton, fere gravemente Bonnie – os outros escapam ilesos. Enfraquecidos, seguem para Platte City. Em 19 de julho , a polícia cerca o esconderijo da gangue. No tiroteio, pior que o de Joplin, Buck morre com um tiro na cabeça. Blanche fica cega de um olho e é capturada.
Separado de Bonnie e Clyde, W.D.Jones é preso em Houston e conta tudo sobre a família e os hábitos dos ex-parceiros. A policia fecha o cerco e cria um perfil do comportamento do casal. Um piquenique familiar vira uma emboscada, mas, graças à agressividade de Clyde, a dupla consegue escapar mais uma vez. Em 16 de janeiro de 1934, libertam Ray Hamilton e outro preso, Henriy Methvin, da Prisão de Eastham. Ele se unem à gangue, e depois de um tempo fora de ação e trocando de placas regularmente, os bandidos realizam um ultimo assalto. Methvinmata um policial que se aproximava enquanto o grupo saia do banco.
Desesperadas com a ousadia dos Barrows, as autoridades criam uma força-tarefa sob comando do caçador de recompensa Frank Hamer, famoso por seu sucesso contra o crime organizado. O time reúne seis policiais experientes, entre eles Ted Hinton e Bob Alcorn, que já haviam participado da emboscada anterior contra os criminosos.
A polícia combina uma emboscada com Iverson, pai de Methvin, em troca da redução da pena de seu filho. A tocaia acontece em 23 de março de 1934, em uma estrada próxima à propriedade dos Methvins. Assim que surge o Ford sedan V-8 1934, ultimo carro roubado pela dupla, os oficiais abrem fogo sem dar ordem de prisão.
Quem fim levou: Às 9h15 da manhã, o poder de fogo dos policiais acaba com o carro e com a vida de Bonnie e Clyde. A carreira de crimes do popular casal termina da mesma forma como viveram: e maneira rápida e violenta.
Fonte: Danilo Cezar Cabral – Revista Mundo Estranho

Servidor público aposentado pode advogar contra Fazenda que o remunera TED da OAB/SP decidiu que o servidor deve observar o sigilo profissional.

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